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Salvador, Bahia, Brazil
Creio em Jesus Cristo Acima de Todas as Coisas! Sou Evangélico, estudante de Direito na Universidade Federal da Bahia. Acredito no Desenvolvimento Sustentável e em um País mais Justo, onde todos tenham as mesmas oportunidades. Defendo Princípios!

sábado, 30 de abril de 2011

Pelo adiamento da votação do Código Florestal

Por Marina Silva
O presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Marco Maia, disse à imprensa que colocará o relatório do Deputado Aldo Rebelo que propõe mudanças viscerais  no Código Florestal Brasileiro em votação na próxima terça-feira, dia 3 de maio. O relator confirma que apresentará o texto final na próxima segunda-feira, dia 2, para que a votação ocorra no máximo até quarta-feira, dia 4. Sem tempo para a sociedade analisar e se manifestar sobre a proposta.
A falta de transparência e o açodamento na votação não são coerentes com a democracia em que vivemos, com a importância e o aprofundamento que o tema merece. Não existe consenso ainda na proposta defendida pelo relator. Por isso, mais uma vez, é necessário que os cidadãos se manifestem sobre o que está sendo feito em seu nome.
O Código Florestal diz respeito a todos nós. É a principal lei que protege nossas florestas e biodiversidade. Já perdemos 93% da Mata Atlântica, mais da metade do Cerrado e da Caatinga e quase 20% da Amazônia. As perdas de florestas são tão assustadoras em todo o mundo que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu 2011 como o Ano Internacional das Florestas. A intenção é fazer uma convocação aos governos, empresários e cidadãos do mundo para a responsabilidade de recuperar as áreas já degradadas e  protegermos adequadamente o que ainda nos resta.
Padecemos também de graves problemas de contaminação dos rios e aquíferos por agrotóxicos e adubação excessiva. E para piorar, a maior parte de nossa contribuição para o agravamento da crise climática vem da forma como produzimos carne e grãos, ou seja, de como usamos nossas terras e florestas. Fontes que respondem por quase 70% das emissões de gases de efeito estufa.
Na última década conseguimos importantes conquistas na luta contra o desmatamento. O ritmo de destruição da Amazônia caiu cerca de 70% nos últimos seis  anos, evitando que fossem lançadas na atmosfera mais de quatro bilhões de toneladas de CO2. Em decorrência disso, o Brasil pode criar uma Política Nacional de Mudanças Climáticas e assumir compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa. Metas assumidas pelo Brasil na Conferência de Copenhagen pelo próprio Presidente Lula.
Mas esses promissores resultados são apenas o começo de uma mudança gigantesca que precisamos fazer para conseguir desenvolvimento com sustentabilidade. Podemos fazer nossa economia crescer, mas sem destruir nosso meio ambiente. E a maior garantia que a sociedade pode ter de que continuaremos avançando é a existência de uma forte governança ambiental no país, da qual o Código Florestal é o principal esteio. Ele estabelece os limites para o uso do nosso solo, de modo a permitir que todas as atividades econômicas possam acontecer de forma cuidadosa para preservar a qualidade de vida de todos nós e das próximas gerações.
No lugar de discutir a atualização do Código Florestal para diminuir a proteção das florestas e conferir anistias aos que descumpriram a lei, deveríamos debater uma política florestal que melhore a proteção das florestas, que crie políticas de incentivo para promover o desenvolvimento do setor agrícola e florestal e a geração de empregos e melhoria da renda no setor rural numa escala muito maior. E, obviamente, discutir os ajustes necessários e as políticas de apoio para que os produtores possam superar os passivos ambientais e para que nossa agricultura possa ganhar em qualidade.
Somos uma potência ambiental, detemos mais de 20% das espécies vivas conhecidas, 11% da água doce e a maior floresta tropical do mundo, que produz mais de 20 bilhões de toneladas de água por dia, além de uma rica diversidade de biomas. É essa riqueza natural que nos permite ser um dos campeões mundiais de produção agrícola.
Não podemos decidir sobre o futuro de nosso desenvolvimento dessa forma. A dificuldade de se chegar a um consenso entre o governo e o relator do projeto, a falta de transparência e participação social com que ambos estão discutindo demonstram, claramente, a falência desse tipo de negociação. Os cientistas nacionais estão clamando por participação, assim como os agricultores familiares, entidades ambientalistas e profissionais de vários setores.
Todas essas razões me levam a fazer um apelo à Presidente Dilma Rousseff e aos deputados pelo adiamento, por alguns meses, da votação anunciada para a semana que vem. Para tanto, poderíamos adiar o prazo de averbação da reserva legal previsto para 11 de junho, de forma que tenhamos um ambiente menos açodado para o diálogo.
Marina Silva, 53, ex-senadora do Acre pelo PV, foi candidata do partido à Presidência da República em 2010 e ministra do Meio Ambiente do governo Lula (2003-2008)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Preço Justo

Perdoem-me pelos xingamentos do vídeo, mas não podia deixar de colaborar com isso!!
#preçojusto




sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dilma Chorou!

Dilma Chorou!

Por Phillipe Queiroz

O tão recente fato absurdo e macabro que revoltou e ao mesmo tempo comoveu toda a população brasileira tocou o Planalto.

A ampla divulgação da mídia mostrando o desespero das famílias que perderam seus filhos e filhas, nessa que está sendo considerada a maior tragédia dentro de uma escola brasileira, chamou a atenção da Presidente Dilma Rousseff.

Dilma chorou. Em meio a uma cerimônia de empreendedores individuais, a chefe de Estado para finalizar seu discurso pediu um minuto de silêncio e antes disso Chorou ao falar: “Por isso encerro meu discurso homenageando crianças inocentes que perderam a vida e o futuro nesse dia lá em Realengo e proponho um minuto de silêncio a esses Brasileirinhos [pausa] que foram retirados tão cedo da vida”.

Não quero aqui ser cruel e nem ser oportunista, mas eu estou cansado dessa demagogia política.

Recentemente estava vendo uma reportagem sobre as emergências do nosso país. Confesso que fiquei revoltado com o que vi. Uma pequena CRIANÇA, que depois de esperar quatro horas para receber o devido tratamento na CTI de um Hospital veio a óbito em frente às câmeras daquela reportagem por falta de vaga. O nome desta era Ruth. A pequena Ruth que era inocente como os alunos do Rio.

O caso da escola é tão revoltante quanto o da pequena Ruth. Doze vidas foram ceifadas em poucos instantes. Muitas vidas são ceifadas nas filas dos Hospitais no nosso País. Sabemos quem foi o culpado pela morte dos estudantes. No entanto, quem são os responsáveis pelas mortes de Ruth’s?

Até quando crianças como Ruth perderam as suas vidas e os seus futuros por falta de um serviço previsto na constituição do país? Até quando minha mente vai automaticamente, sem esforço nenhum, ligar um caso a outro e duvidar do choro da Presidente e de outros responsáveis pela nação?

Que as lágrimas e a comoção política possam chegar às filas dos Hospitais e que verdadeiramente a vida possa ser valorizada pelos nossos representantes e em especial pela NOSSA representante.

Se não, o choro de Dilma Rousseff e de tanto outros pode parecer, ou melhor, pode continuar parecendo efeito midiático, populista e pior: Hipócrita!