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M ADRI - A candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, deixou claro nesta sexta-feira, 18, que não faz questão de participar de sabatinas organizadas com outros presidenciáveis. Em entrevista de 10 minutos concedida após o encontro com o presidente de governo da Espanha, José Luis Zapatero, em Madri, a petista menosprezou a importância dos debates com José Serra e Marina Silva, candidatos do PSDB e do PV, e rebateu as críticas de que esteja fugindo do debate eleitoral em sua viagem de cinco dias à Europa. "Eu tenho feito vários debates com jornalistas", argumentou.
Dilma fez as declarações no fim de sua passagem pela Espanha, a terceira etapa da turnê pela Europa, após Paris e Bruxelas. Questionada sobre as críticas, feitas ontem por José Serra, de que esteja usando a turnê para fugir aos debates, Dilma argumentou: "Eu (só) não fui na sabatina da Folha". Em sua resposta a candidata não informou que o PT havia cancelado no Brasil sua participação em outra sabatina, desta vez organizada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), marcada para 1º de julho.
Para justificar sua ausência, a petista insinuou que sabatinas não são relevantes. "Não me consta que a sabatina da Folha seja um debate, a não ser um debate com jornalistas. Eu tenho feito vários debates com jornalistas, inclusive estou aqui diante de vocês."
PT revoga decisão de diretório estadual e aprova apoio a Roseana
Diretório Nacional aprovou aliança com PMDB-MA por 43 votos a 30. ‘Ela foi líder do governo no Congresso’, argumentou ministro sobre apoio.
Robson BoninDo G1, em Brasília
Por 43 votos a 30, o Diretório Nacional do PT decidiu nesta sexta-feira (11) apoiar a candidatura à reeleição da governadora Roseana Sarney no Maranhão. A decisão ocorre momentos depois de a cúpula partidária ter revogado, por 40 votos a 30, a decisão adotada no encontro do diretório petista do Maranhão, que decidiu apoiar a candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB) ao governo maranhense, contra Roseana. Houve apenas duas abstenções de militantes de Minas Gerais.
A decisão da cúpula petista enquadra movimento de lideranças estaduais do partido que trabalhavam pela aliança com o PCdoB. Mais cedo, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deu o tom da reunião ao analisar o impasse no Maranhão. “Roseana abre o palanque integralmente e assume integralmente a candidatura da Dilma. É um palanque de 2 a 2,5 milhões de votos”, analisou Padilha.
No dia 27 de março, o PT maranhense realizou um encontro estadual que decidiu pelo apoio ao candidato do PCdoB. A decisão foi de encontro com a orientação nacional, que previa a aliança com PMDB em torno de Roseana e da candidatura de Dilma ao Palácio do Planalto.
Para Padilha, a intervenção no diretório estadual do Maranhão foi necessária porque o estado é importante: “Tem 4,5 milhões de votos.” Padilha lembrou que o apoio a Roseana tem relação com o seu passado de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Ela foi líder do governo no Congresso.”
Repercussão
Tão logo terminou a reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília, o deputado Domingos Dutra postou no Twitter comentário revoltado contra a decisão: “Acabaram de consumar o estupro contra a ética, a decência, para favorecer o crime organizado.”
Também pelo microblog, o próprio candidato do PCdoB, Flávio Dino, comentou a decisão dos petistas: “O PT resolveu apoiar o grupo Sarney, retirando o apoio à aliança PCdoB/PSB. Nada a dizer. Que fale o povo do Brasil e do Maranhão.”
Ao som de bossa nova e frevo, com o slogan "Juntos pelo Brasil que queremos. Seja mais 1, já somos milhões", a senadora e Guilherme Leal oficializaram a chapa dos verdes para a Presidência da República. Cerca de mil pessoas acompanharam a cerimônia, que começou com 1h15 de atraso.
O presidente do PV, José Luiz Penna, abriu oficialmente a cerimônia de oficialização da candidatura. “Figura simbólica para este momento em que precisávamos destroçar as forças conservadoras. (...) E nós encontramos a força simbólica da senadora Marina Silva. E mais ainda, conseguiu sensibilizar Guilherme Leal, que eu não tenho dúvida, além de um grande companheiro será o melhor vice-presidente dos partidos concorrentes”, disse.
Na sequência, Marina e Leal caminharam de mãos dadas até o palanque da convenção, ao som do jingle da campanha “Eu sou brasileiro, eu sou marineiro, eu sou marineiro", criado pelo publicitário Paulo de Tarso.
Depois de ouvir os discursos, Marina assumiu o palanque da convenção. Iniciou seu discurso com o já famoso “companheiros e companheiras”, e elogiou seu vice, Guilherme Leal, que teve alguns problemas ao ler o discurso preparado para a ocasião. "Quem faz política com P maiúsculo não treina como fala", disse Marina.
A senadora começou agradecendo a Deus, à família - "Quero agradecer minha família que dá forças para esse palitinho se manter em plena forma e esteja se colocando como mantenedora de utopias", afirmou ela arrancando risos do público - e aos colegas de partido.
A seguir, apresentou as suas referências. “Eu não quero fazer um discurso em que vocês não estejam incluídos. Eu estou aqui baseada em alguns referenciais. A lutar pelos que não sabem, não podem não tem, para que um dia saibam, possam, tenham. (...) Outro referencial é a juventude. Eles não se envolvem em projeto de poder pelo poder. O jovem se envolve onde está o cheiro da mudança”, disse.
Marina elogiou o controle de inflação e o fato de o Brasil não ter sido abalado pela crise econômica, e também o presidente Lula. "Não preciso, porque sou candidata por outro partido, negar esse feito e a grande conquista do operário Luiz Inácio Lula da Silva, que quebrou o paradigma. Antes se dizia que era preciso crescer para distribuir o bolo. O Lula mostrou que foi distribuindo que continuamos e crescemos".
Sobre políticas sociais, afirmou que "não é fazer para os pobres, é com os pobres que nós temos que fazer", prometendo ampliar o Bolsa Família, e deixou claro que acredita no seu crescimento ao longo da campanha. "É por isso que nós não vamos aceitar o veredito do plebiscito. Não há veredito. Ele vai ser revogado pelo povo brasileiro", criticou Marina, em nova referência à polarização eleitoral entre Serra e Dilma.
"Nos vamos nos encontrar no segundo turno", disse, ao comparar as características dos últimos governantes brasileiros, um intelectual, o outro, operário. E encerrou questionando: "Que marcas o povo brasileiro quer que o próximo presidente ou a presidente do Brasil tenha?".